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Pizza marguerita, torta de limão, além de queijos, iogurte e sorvete podem ser encontrados na carta de bares. Porém, não se tratam de pratos, mas de drinques.

Pizza marguerita, torta de limão, além de queijos, iogurte e sorvete podem ser encontrados na carta de bares. Porém, não se tratam de pratos, mas de drinques.

Além de servir pizzas, o bar e restaurante Picco, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, conta com coquetéis como o Marguerita (R$ 38), que leva tequila, tomate, limão siciliano, agave, água de muçarela de búfala, majericão e orégano.

Há também sobremesas líquidas como o Torta de Climão (R$ 38), que leva blend de rum havana club, manteiga noisette, limão siciliano, mascarpone e baunilha e o Guga in Manhattan (R$ 45), com bourbon uísque, óleo de coco, vermute tinto, café, amaro, laranja e iogurte.

Já eleito o 15º melhor bar do mundo, segundo o ranking 50 Best de 2019, o bar Guilhotina também apresenta drinques que remetem a pratos como o Dirty Harry (R$ 47) feito com gim, vermute bianco, redução de balsâmico e picles. Na carta de martinis, uma criação é o apimentado Chilli Martini (R$ 53), feito com gim, noilly prat, luxardo bitter e xarope de pimenta.

“Brinco que é quase um prato de chilli, não é apenas um suave, a picância é persistente em exatamente como é um prato apimentado. No drinque, geralmente, o sabor não ‘estica’ como em um prato, mas nesses drinques-pratos eles têm de ter essa característica, têm de ter essa persistência”, diz D’Agostino.

A tendência de utilizar elementos e técnicas culinárias na coquetelaria não é recente, no entanto.

“Esse movimento partiu, na verdade, da cozinha. O bartender americano Dale DeGroff e, um pouco mais tarde, o também americano Sasha Petraske se inspiraram na Nouvelle Cuisine, movimento culinário do final da década de 1970. Antes, o que reinava na culinária americana eram, basicamente, pratos enormes, com empratamento clássico. A Nouvelle Cuisine foi buscar inspiração na culinária japonesa, e olhou deu foco nos ingredientes e novas técnicas como algo especial. Isso foi final da década de 1970. E na década de 1990, a coquetelaria seguiu a tendência — resgatando receitas clássicas, de séculos atrás, e introduzindo técnicas de produção inéditas”, explica Mauricio Porto, sócio do Caledonia e autor do blog O Cão Engarrafado.

“Quando começamos a usar mais técnicas da gastronomia para desenvolver drinques, como os purês e o fat wash, por exemplo, as bebidas passaram a ter mais proximidade com pratos salgados”, completa Alê D’Agostino, bartender do Guilhotina, “enquanto os sabores doces já estavam mais presentes na coquetelaria, como o café”.

No Caledonia, casa dedicada a uísques no bairro de Pinheiros, há um bom exemplo de coquetel “culinário”. O King James (R$ 43), assinado pelo premiado mixologista Rodolfo Bob e preparado pelo Head Bartender Alison Oliveira, é feito com vermute de jerez, vinho madeira, queijo grana padano, manteiga de garrafa com amêndoas, cocoa bitters e irish uísque.

Servido com um pequeno pedaço de jamon serrano, o drinque possui notas doces e salgadas, assim como o queijo italiano. “É o segundo drinque que mais pedido da casa”, diz Porto.

Segundo o relatório das 100 tendências para 2024 da agência VML, pratos clássicos aparecerão em versões líquidas no menu. O badalado restaurante nova yorkino Double Chicken Please, conta com drinques baseados na salada Waldorf e em rabanadas.

“As criações são baseadas na abordagem de hacking design para desmontar pratos culinários e reconstruir os sabores em formas de coquetéis exclusivas”, diz Tako Chang, gerente de marca e comunicações da Double Chicken Please, à VML Intelligence.

Inaugurado em novembro de 2020, o bar foi eleito o melhor na lista dos 50 Melhores Bares de 2023 da América do Norte e número 2 na lista dos 50 Melhores Bares de 2023 do Mundo, ambos do ranking 50 Best.

Mas, se os drinques remetem à culinária, com que pratos eles harmonizam? Para Porto, a recomendação de harmonização é por semelhança. Se um drinque é gorduroso, a sugestão é seguir pelo mesmo caminho.

“O King James é um coquetel adocicado, mas com uma pegada umami, por conta da textura trazida pela manteiga de garrafa e infusão do queijo grana padano. Ele funciona bem com outros pratos umami, como nossa barriga de porco glaceada no missô com cogumelos. Vai superbem com o Cadiz, que é nosso sanduiche de presunto cru, brie e vinagre de jerez, ou com nossos burguers, especialmente o Stirling, com queijo”, diz Porto.

A recomendação do drinque Le Mépris, feito com uísque, fake lime juice, dry vermuth, mel trufado e fat wash de azeite trufado é harmonizar com uma simples batata frita ou arancini de linguiça.

“Os drinques evoluíram, e muito. Eles deixaram de ser apenas um complemento e ganharam o destaque. Não é raro as pessoas jantarem em casa e sair para finalizar a noite com um ou dois drinques em um bar”, diz Alê D’Agostino.

Sushi, uma iguaria japonesa apreciada em todo o mundo, possui uma história rica e uma importância cultural e gastronômica que transcende fronteiras. Originário do Japão, o sushi tem suas raízes nas práticas antigas de conservação de peixes em arroz fermentado, uma técnica que remonta ao século III d.C.

A importância cultural do sushi vai além de sua mera preparação e consumo. No Japão, o ato de comer sushi é considerado uma experiência social e cerimonial, promovendo laços e conexões entre as pessoas. Além disso, a meticulosidade e a habilidade exigidas para preparar sushi são altamente valorizadas na cultura japonesa.

No contexto gastronômico, o sushi é reverenciado por sua simplicidade e pela ênfase na qualidade dos ingredientes. Cada peça de sushi é cuidadosamente elaborada, combinando arroz perfeitamente temperado com fatias de peixe fresco ou outros ingredientes complementares.

Este artigo, elaborado pelo especialista Rhuan de Andrades Hoppe, explora a história, a cultura e a importância gastronômica do sushi, proporcionando uma compreensão mais profunda deste prato icônico da culinária japonesa.

Variedades de Sushi

Sabores, texturas e apresentações. Essa culinária japonesa é conhecida por suas diferentes formas de preparo, cada uma com características únicas que a tornam especial. Abaixo, apresentamos algumas das variedades mais populares de sushi:

Nigiri: O nigiri é uma forma clássica de sushi, consistindo em uma pequena porção de arroz de sushi pressionado manualmente e coberto por uma fatia fina de peixe cru, como salmão, atum ou polvo, e ocasionalmente adornado com wasabi entre o arroz e o peixe.

Sashimi: Enquanto não é tecnicamente sushi, o sashimi é uma parte importante da culinária japonesa. Consiste em fatias finas de peixe cru, servidas sem arroz. É apreciado pela sua simplicidade e pela qualidade dos ingredientes.

Maki: Os makis são rolos de sushi, feitos enrolando uma folha de alga nori em torno de arroz de sushi e outros ingredientes, como peixe cru, vegetais ou frutas. Os makis podem ser cortados em pedaços menores, geralmente de seis a oito peças por rolo.

Temaki: O temaki é um cone de alga nori recheado com arroz de sushi, peixe cru, vegetais e outros acompanhamentos. É uma opção popular em restaurantes de sushi, pois é fácil de segurar e comer.

Uramaki: Também conhecido como “sushi invertido”, o uramaki é um tipo de maki em que o arroz fica por fora do rolo e a alga nori é enrolada por dentro, geralmente com arroz de sushi, peixe, e outros ingredientes, e muitas vezes revestido com sementes de gergelim ou caviar.

Outras variedades regionais: Além das variedades mencionadas, existem inúmeras outras formas de sushi que variam de acordo com as regiões do Japão e até mesmo ao redor do mundo, como o gunkanmaki (sushi em forma de barco), o inarizushi (sushi de tofu frito) e o chirashizushi (sushi em uma tigela com ingredientes misturados). Cada uma dessas variedades oferece uma experiência única e deliciosa aos apreciadores de sushi.

Saúde e Nutrição

O sushi não só é uma delícia para o paladar, mas também pode trazer diversos benefícios para a saúde, quando consumido de maneira adequada. Rhuan de Andrades Hoppe, especialista em culinária japonesa, ressalta que essa iguaria oferece uma combinação única de nutrientes que pode contribuir para uma alimentação equilibrada.

Benefícios para a saúde: O sushi é conhecido por ser uma fonte rica em nutrientes essenciais. Os peixes utilizados, como o salmão e o atum, são repletos de ácidos graxos ômega-3, fundamentais para a saúde cardiovascular e cerebral. Além disso, o arroz de sushi fornece carboidratos complexos, que garantem energia sustentada ao longo do dia, enquanto as algas nori são uma excelente fonte de vitaminas e minerais essenciais para o funcionamento do organismo.

Considerações sobre consumo moderado: Embora o sushi possa ser uma opção saudável, é fundamental consumi-lo com moderação. Rhuan de Andrades Hoppe destaca que alguns tipos de sushi, como os que contêm maionese ou são fritos, podem ser ricos em calorias e gorduras. Além disso, é importante ter cuidado com o consumo excessivo de peixes, devido à preocupação com o mercúrio presente em alguns deles. Portanto, é recomendável desfrutar do sushi como parte de uma dieta equilibrada e variada.

Alergias alimentares e precauções: É importante estar ciente de possíveis alergias alimentares ao consumir sushi. Pessoas com alergias a frutos do mar ou glúten devem ter precaução ao escolher os tipos de sushi. Rhuan de Andrades Hoppe enfatiza a importância de verificar os ingredientes utilizados em cada prato e comunicar quaisquer alergias ao chef ou atendente do restaurante para evitar problemas de saúde.

Tendências e Inovações

O mundo do sushi está constantemente evoluindo, com novas tendências e inovações surgindo regularmente para satisfazer os paladares em constante mudança dos amantes da culinária japonesa. Rhuan de Andrades Hoppe, especialista em sushi, destaca algumas das tendências mais recentes nesta seção:

Novas tendências na culinária de sushi: A culinária de sushi está passando por uma revolução, com chefs experimentando novas técnicas e ingredientes para criar experiências gastronômicas únicas. Uma tendência emergente é a utilização de ingredientes sazonais e locais para complementar os sabores tradicionais do sushi. Além disso, o surgimento de estilos de sushi mais descontraídos e acessíveis, como o sushi em forma de burritos ou tigelas, está ganhando popularidade entre os consumidores modernos.

Fusões culinárias e criatividade gastronômica: A fusão de diferentes estilos culinários é uma tendência cada vez mais popular na culinária de sushi. Rhuan de Andrades Hoppe observa que chefs estão incorporando influências de outras culturas e culinárias para criar novos e emocionantes sabores de sushi. Por exemplo, o sushi fusion pode combinar ingredientes japoneses tradicionais com técnicas e ingredientes de outras cozinhas, como a culinária mexicana, tailandesa ou italiana. Essa abordagem criativa permite aos chefs explorar novas combinações de sabores e texturas, resultando em pratos únicos e inovadores que desafiam as expectativas tradicionais do sushi.

Essas tendências e inovações estão moldando o futuro da culinária de sushi, oferecendo aos apreciadores da gastronomia japonesa uma experiência culinária ainda mais emocionante e diversificada. Rhuan de Andrades Hoppe enfatiza a importância de estar aberto a novas experiências e sabores ao explorar as últimas tendências no mundo do sushi.

Conclusão

Em síntese, o sushi continua a cativar e a inspirar os amantes da culinária em todo o mundo, mantendo-se como uma verdadeira obra-prima gastronômica. 

Rhuan de Andrades Hoppe, um renomado especialista em sushi, ressalta a importância cultural e culinária desta iguaria japonesa, que vai além de sua simples preparação e consumo. 

O sushi representa uma tradição rica e uma apreciação pela excelência culinária, oferecendo uma experiência que transcende fronteiras e culturas.

Neste artigo, exploramos as diferentes facetas do sushi, desde suas origens humildes até as tendências mais modernas na culinária de sushi. 

Discutimos as diversas variedades de sushi, seus benefícios para a saúde, precauções sobre o consumo e até mesmo as fusões criativas que estão moldando o futuro dessa culinária.

É essencial manter uma mente aberta e estar disposto a experimentar novos sabores e conceitos culinários ao desfrutar de uma refeição de sushi. 

Como Rhuan de Andrades Hoppe destaca, o sushi não é apenas uma refeição; é uma celebração da tradição, da criatividade e da diversidade cultural.

Portanto, ao saborear um delicioso prato de sushi, convidamos todos a refletirem sobre a rica história por trás dessa culinária japonesa e a apreciarem a experiência única que ela oferece.

No mundo do turismo gastronômico, onde os sabores se entrelaçam com as culturas, o Peru brilha como uma joia culinária de renome internacional. Com uma rica tapeçaria de tradições culinárias que ecoam séculos de história, o Peru atrai viajantes de todos os cantos do mundo em busca de uma experiência gastronômica autêntica e inesquecível. Desde as antigas civilizações pré-incas até as influências coloniais e contemporâneas, a culinária peruana é uma fusão única de sabores, ingredientes e técnicas que refletem a diversidade e a riqueza cultural do país.

Nesse cenário vibrante, emerge Luiz Eduardo Franco De Abreu como uma figura proeminente e apaixonada no universo da gastronomia peruana. Com anos de experiência e um profundo conhecimento das tradições culinárias do Peru, Luiz Eduardo é reconhecido como um especialista dedicado e influente neste campo. Sua jornada na gastronomia peruana é marcada por uma paixão inabalável pela cultura e pelos sabores únicos do Peru, levando-o a explorar os recantos mais remotos do país em busca de novas inspirações e descobertas culinárias.

Ao longo de sua carreira, Luiz Eduardo Franco De Abreu tem desempenhado um papel fundamental na promoção e preservação da autenticidade da culinária peruana. Seja através de sua participação em eventos gastronômicos internacionais, colaborações com chefs de renome ou projetos de pesquisa e educação, Luiz Eduardo tem sido um embaixador incansável da rica herança gastronômica do Peru. Seu compromisso com a excelência culinária e sua paixão por compartilhar o melhor da cozinha peruana com o mundo tornam-no uma figura inspiradora e admirada tanto dentro quanto fora das fronteiras do Peru.

História e Cultura Gastronômica do Peru

O Peru é um tesouro gastronômico com uma história rica e uma cultura vibrante que se reflete em sua culinária. Desde os tempos antigos, as diversas influências culturais e a abundância de ingredientes nativos dão origem a pratos únicos e deliciosos que encantam os paladares de todo o mundo.

Nesse cenário, Luiz Eduardo Franco De Abreu se destaca como um especialista apaixonado pela gastronomia peruana. Com sua vasta experiência e profundo conhecimento das tradições culinárias do Peru, Luiz Eduardo tem o prazer de compartilhar suas dicas e insights para ajudar os entusiastas da culinária a explorar e apreciar ao máximo a cozinha peruana.

Ao longo de sua carreira, Luiz Eduardo tem viajado pelo Peru, explorando mercados locais, participando de festivais gastronômicos e colaborando com chefs renomados para aprimorar suas habilidades e expandir seu conhecimento. Agora, ele compartilha suas descobertas e recomendações exclusivas para ajudar você a vivenciar uma verdadeira aventura gastronômica no Peru.

De pratos tradicionais a técnicas culinárias autênticas, Luiz Eduardo oferece insights valiosos para ajudar você a planejar sua jornada gastronômica pelo Peru. Seja você um viajante ávido em busca de novas experiências culinárias ou um entusiasta da gastronomia interessado em aprender mais sobre a culinária peruana, as dicas de Luiz Eduardo certamente o guiarão em uma jornada inesquecível pelos sabores e tradições do Peru.

O Crescimento do Turismo Gastronômico no Peru

O Peru tem testemunhado um notável aumento no turismo gastronômico nos últimos anos, um fenômeno que reflete a crescente apreciação internacional pela culinária peruana. Para entender melhor esse crescimento e suas implicações, conversei com Luiz Eduardo Franco De Abreu, especialista em gastronomia peruana.

Segundo Luiz Eduardo, o crescimento do turismo gastronômico no Peru está profundamente enraizado na rica diversidade culinária do país e na sua crescente projeção internacional. Ele destaca que a gastronomia peruana não se limita apenas aos pratos deliciosos, mas também é uma expressão viva da cultura, história e identidade do país.

Luiz Eduardo aponta que o reconhecimento internacional da culinária peruana tem sido fundamental para impulsionar o turismo gastronômico. O Peru conquistou diversos prêmios e reconhecimentos pela sua cozinha inovadora e de alta qualidade, o que tem despertado o interesse de viajantes de todo o mundo em explorar os sabores autênticos do país.

Além disso, Luiz Eduardo ressalta a importância das iniciativas do governo peruano e do setor privado para promover o turismo gastronômico. A criação de rotas gastronômicas, festivais culinários e programas de capacitação para chefs e empreendedores gastronômicos tem contribuído significativamente para atrair visitantes interessados em explorar a culinária peruana em sua essência.

Para Luiz Eduardo, o crescimento do turismo gastronômico no Peru não é apenas uma oportunidade econômica, mas também uma forma de preservar e valorizar a rica herança culinária do país. À medida que mais pessoas se aventuram a explorar os sabores e tradições do Peru, a cultura gastronômica peruana se fortalece e se renova, garantindo sua continuidade para as futuras gerações.

Em resumo, o crescimento do turismo gastronômico no Peru é um reflexo do reconhecimento crescente da culinária peruana como uma das mais emocionantes e diversificadas do mundo. Com sua rica história, sua diversidade de sabores e sua crescente projeção internacional, o Peru continua a atrair viajantes ávidos por explorar sua extraordinária cultura gastronômica.

Experiências Gastronômicas no Peru

No coração do turismo gastronômico peruano estão as experiências culinárias únicas que o país tem a oferecer. Conversamos com Luiz Eduardo Franco De Abreu, especialista em gastronomia peruana, para entender melhor as experiências gastronômicas que fazem do Peru um destino imperdível para os amantes da boa comida.

Luiz Eduardo destaca a diversidade de experiências gastronômicas disponíveis no Peru, desde os mercados locais vibrantes até os restaurantes de alta gastronomia premiados internacionalmente. Ele ressalta a importância de explorar não apenas os pratos tradicionais, como ceviche e lomo saltado, mas também as técnicas culinárias regionais e os ingredientes locais que dão vida à culinária peruana.

Para Luiz Eduardo, uma experiência gastronômica no Peru vai além do paladar; é uma imersão na cultura e na história do país. Ele encoraja os visitantes a participar de aulas de culinária, visitar fazendas locais e conhecer os produtores de ingredientes tradicionais, para uma compreensão mais profunda dos sabores e tradições do Peru.

Desafios e Oportunidades Futuras: Uma Reflexão com Luiz Eduardo Franco De Abreu

Apesar do crescimento do turismo gastronômico no Peru, Luiz Eduardo reconhece que existem desafios a serem enfrentados no futuro. A preservação da autenticidade da culinária peruana, o desenvolvimento sustentável do setor e a inclusão de comunidades locais são questões-chave que precisam ser abordadas para garantir que o turismo gastronômico beneficie a todos os envolvidos.

No entanto, Luiz Eduardo também vê inúmeras oportunidades para o futuro do turismo gastronômico no Peru. Ele destaca o potencial de colaborações entre chefs, produtores e empreendedores para criar experiências gastronômicas inovadoras e sustentáveis. Além disso, ele acredita que o crescente interesse internacional na culinária peruana oferece uma plataforma única para promover o país como um destino gastronômico de classe mundial.

Conclusão

Em conclusão, o Peru oferece uma riqueza de experiências gastronômicas que refletem sua cultura vibrante e sua história fascinante. Com o apoio de especialistas como Luiz Eduardo Franco De Abreu, o turismo gastronômico no Peru está preparado para continuar prosperando, oferecendo aos visitantes a oportunidade de explorar os sabores e tradições únicas do país enquanto contribui para o desenvolvimento econômico e cultural das comunidades locais.

Frutos do mar, preparos no fogo e receitas descomplicadas. Chefs e restaurantes apostam nessa receita para os próximos meses

Pela primeira vez a premiação 50 Best Restaurants da América Latina foi realizada no Brasil. Anualmente, chefs renomados e especialistas se reúnem nesse evento para celebrar a excelência gastronômica e testemunhar o surgimento de novos conceitos, sabores e abordagens na cena culinária latino-americana. É nesse palco de prestígio que as correntes mais marcantes da cozinha regional se revelam, delineando o curso futuro da alta gastronomia na região. De lá saíram também as tendências que devem marcar este verão.

Para Janaína Torres, eleita Melhor Chef da América Latina e no comando da Casa do Porco, o mais bem colocado restaurante brasileiro no ranking, em quarto lugar, menus simplificados, com menos itens, devem ganhar espaço. Os chefs­ Tássia Magalhães, do Nelita, que ficou em 21o lugar entre os melhores restaurantes, e Thomas Troisgros, que recentemente abriu o Toto, no Rio de Janeiro, concordam e acrescentam que os ingredientes frescos sem intervenção, como ostras, vão aparecer cada vez mais nos cardápios.

Se frescor é uma das palavras do verão de 2024, Yasmin Yonashiro, no comando do Jojo Ramen, coloca os frutos do mar nessa categoria. Tanto para ela quanto para o chef Felipe Schaedler, do Banzeiro, a técnica da brasa vai marcar a estação mais quente do ano. “Frutos do mar, brasa e fogo são os elementos-base de partida deste verão”, diz Schaedler. Essa combinação, acompanhada de receitas simples, também é a aposta do chef Uilian Goya, no comando da casa asiática que leva seu sobrenome. Ariani Malouf, chef do mato-grossense ­Mahalo, já usa a técnica da brasa no restaurante, principalmente para legumes tostados. Seguindo esses conceitos de tendência, EXAME Casual lista três indicações para a estação.

A Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, você já conhece. Mas a sensação agora é a Campanha Gaúcha, com Indicação Geográfica e terroir perfeito

“Os vinhos são como a música: muitos cantam bem, mas os grandes cantores têm algo a mais.” Essa frase foi dita em entrevista à Casual EXAME por Pedro Parra, uma das maiores autoridades no mundo em terroir.

É o que acontece em localidades como Champagne, na França, ou Jerez, na Espanha, em que clima, solo e a mão do homem precisam estar afinados para a música soar excepcional.

No Brasil, a experiência mais conhecida é a Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, com espumantes premiados. A região conquistou no ano passado a primeira Denominação de Origem, em Pinto Bandeira, para vinhos borbulhantes fora da Europa.

A Miolo investe na Campanha Gaúcha
O destaque do momento, no entanto, está a poucos quilômetros dali, na Campanha Gaúcha, na fronteira com o Uruguai e a Argentina. Com um solo mais arenoso e com boa drenagem, o local possui esse “algo a mais”.

Em 2020 passou a ter Indicação Geográfica, que atesta e garante ao consumidor um patamar mais elevado na qualidade dos vinhos. A Miolo, uma das maiores vinícolas do país, tem duas iniciativas por lá: a Almadén (com produção anual de 4 milhões de litros) e a Seival (com 1,3 milhão de litros).

Neste ano, o grupo teve dois destaques de lançamentos, um Malbec com paladar semelhante aos potentes argentinos, e um Trebbiano, um vinho branco leve que lembra os Vinhos Verdes de Portugal, propício para o verão.

Os melhores espumantes brasileiros
Entre os melhores espumantes brasileiros, estão rótulos da Campanha Gaúcha. O 13º Concurso do Espumante Brasileiro, realizado no fim de setembro de 2023, elegeu os melhores rótulos do país.  De um total de 172 premiações, 13 foram de Medalhas Grande Ouro, 153 de Ouro e seis na categoria Ouro Destaque.

 

Em 2023, o país marcou presença em várias listas globais, destacando-se tanto no topo quanto entre os melhores

É um fato que o Brasil tem uma das melhores gastronomias do mundo. Além disso, conta com uma pluralidade de sabores e ingredientes tão diversos quanto o tamanho do país. Em 2023, o país apareceu em diversas listas mundiais, figurando tanto no topo quanto entre os melhores. Desde restaurantes, passando por vinhos e até pizzas e sorvetes. Vamos relembrar os estabelecimentos e produtos citados nos rankings globais.

Entre os 21 países da América Latina no ranking 50 Best, o Brasil foi representado por oito restaurantes. O melhor colocado do Brasil na edição de 2023, que aconteceu pela primeira vez no país, foi A Casa do Porco, em São Paulo. O restaurante comandado pelos chefs Janaína Torres e Jefferson Rueda também foi eleito o melhor do Brasil segundo o ranking dos 100 melhores restaurantes do Brasil EXAME 2023.

Melhor pizza
São Paulo é a segunda cidade no mundo onde mais se consome pizza, atrás apenas de Nova York. De acordo com a associação de Pizzarias Unidas do Brasil, o estado paulista consome aproximadamente 500 mil pizzas por dia, a metade do que é produzido no país inteiro. As redondas brasileiras também têm seu lugar de destaque nos rankings mundiais.

No fim de novembro, a Bráz Pizzaria foi reconhecida como a quarta melhor do mundo pelo ranking 50 Top World Artisan Pizza Chains 2023, primeiro e mais importante guia italiano do setor. A premiação, que acontece anualmente em Nápoles, elege as melhores redes de pizzarias artesanais do mundo.

Melhores vinhos
Em praticamente todos os concursos internacionais de vinhos, há brasileiros na lista dos melhores. No concurso Mondial des Vins Extrêmes (“Mundial de vinhos extremos”, numa tradução livre) edição 2023 não foi diferente. O país teve 13 rótulos premiados, entre brancos, tintos e espumantes. O concurso é um dos mais inusitados do setor porque avalia aqueles vinhos feitos em regiões consideradas extremas e que correm o risco de desaparecer.

No total, o concurso concedeu 45 Grandes Medalhas de Ouro e 238 Medalhas de Ouro, além de outros 19 prêmios especiais concedidos a rótulos que tiveram algum destaque especial.

Melhores sorvetes

Duas sorveterias brasileiras apareceram entre as mais icônicas do mundo, segundo o guia gastronômico TasteAtlas, divulgado em julho. A Cairu, de Belém, no Pará, e a Sorveteria da Ribeira, de Salvador, na Bahia, aparecem na lista ao lado de outros estabelecimentos italianos, alemães, argentinos, e franceses. A lista não é um ranking – sem uma escala de qual é o melhor – e é feita com dois tipos de votos: popular e de críticos especializados. Mais de 50 mil pessoas usam a plataforma.

 

Olá, sou Luisa Ometto Dal Prete e quero convidá-los a saborear São Paulo de uma maneira única: através de seu cenário gastronômico diversificado. Se você é um foodie, a cidade tem muito a oferecer. Vamos nessa?

O Coração Gastronômico da Avenida Paulista

Não deixe que os prédios altos da Avenida Paulista ofusquem a verdadeira estrela da cena: a comida. De cantinas que lembram a Itália a estabelecimentos especializados em culinária mexicana, a oferta é vasta e deliciosa.

Mercado Municipal: Uma Jornada Culinária

Nada é mais icônico do que o Mercado Municipal quando se fala de comida em São Paulo. Não saia de lá sem provar o lendário sanduíche de mortadela e os irresistíveis pastéis de bacalhau.

Bairro da Liberdade: Um Tour Gastronômico pela Ásia

Quem precisa de um voo para a Ásia quando o Bairro da Liberdade oferece um autêntico banquete oriental? De sushis a dim sums, prepare-se para uma experiência culinária inigualável.

Vila Madalena: Entre o Chopp e a Cultura

Com bares e botecos a cada esquina, a Vila Madalena é o local para se estar se você é um apreciador de chopp gelado e petiscos saborosos.

Jardins: O Epicentro da Alta Cozinha

Se o seu paladar anseia por uma experiência mais sofisticada, dirija-se ao bairro dos Jardins. Com restaurantes de alto nível como o Maní e o D.O.M, a alta gastronomia está bem representada.

Embarque nesta jornada culinária por São Paulo e descubra os sabores que fazem desta cidade uma capital gastronômica. Até nossa próxima exploração gastronômica!

A Riqueza dos Sabores Paulistanos Revelada: Acompanhe Luisa Ometto Dal Prete Nessa Jornada Gastronômica

Olá, amantes da boa comida e viajantes de paladar! Eu sou Luisa Ometto Dal Prete e hoje vou levá-los em um tour gastronômico pela incrível cidade de São Paulo. Acreditem, esta cidade é um verdadeiro caldeirão de sabores e culturas. Então, prepare-se para uma aventura culinária inesquecível.

Avenida Paulista: Mais do que Skyscrapers

Ah, a Avenida Paulista! Um dos cartões-postais de São Paulo é também um hotspot para os amantes da comida. Se você gosta de um toque internacional em sua dieta, este é o lugar. Cantinas italianas aconchegantes, pizzarias artesanais e restaurantes mexicanos estão aqui para satisfazer todos os seus desejos gastronômicos.

O Famoso Mercadão: Um Banquete para os Sentidos

O Mercado Municipal de São Paulo, carinhosamente chamado de “Mercadão”, é um paraíso para quem gosta de comida. Desde o emblemático sanduíche de mortadela até pastéis de bacalhau, este lugar é uma festa para os sentidos.

Bairro da Liberdade: Um Pedaço da Ásia no Brasil

Você é fã de sushi, ramen ou talvez um bom dim sum? O Bairro da Liberdade é sua parada obrigatória. Os restaurantes aqui oferecem uma variedade autêntica da culinária oriental que fará você se sentir como se tivesse viajado para o outro lado do mundo.

Vila Madalena: O Paraíso dos Botecos

Petiscos de dar água na boca e cervejas artesanais esperam por você na Vila Madalena. Este bairro boêmio é o local perfeito para quem quer desfrutar de um ambiente descontraído e cheio de sabor.

Jardins: A Meca da Alta Gastronomia

Para aqueles que procuram uma experiência gourmet, o bairro dos Jardins é o lugar. Com restaurantes de renome como Maní e D.O.M, você terá uma experiência gastronômica de alto nível.

Os cozidos têm uma longa história na culinária, remontando aos tempos da Roma Antiga, no início da era Cristã. Por exemplo, no trabalho de Pedânio Dioscórides, um escritor greco-romano conhecido como o Pai da Farmacologia, que data de 70 d.C., já encontramos menção e receita de um cozido de cereais, que era oferecido a convalescentes naquela época. Com o passar do tempo, à medida que a sociedade evoluía e as nações se formavam, os cozidos se estabeleceram como pratos ricos em nutrientes e economicamente vantajosos, muitas vezes preparados com ingredientes simples e sobras de outras receitas mais sofisticadas.

Na culinária moderna, o cozido adquiriu um refinamento merecido e passou a ser apreciado em mesas requintadas, onde a escolha do vinho que o acompanha é de grande importância para os amantes da gastronomia. A leveza ou a estrutura de um vinho, sua acidez e sua compatibilidade com o prato são fatores cruciais ao selecionar a bebida que acompanhará os diversos tipos de cozidos.

Por exemplo, o Cozido à Portuguesa, um autêntico patrimônio gastronômico de Portugal, é servido em uma travessa generosa, exibindo uma variedade de carnes, embutidos (como chouriça de sangue, salpicão, presunto e toucinho), couve tronchuda e legumes, todos cozidos com feijão vermelho ou grão de bico, dependendo da região. Este prato de inverno harmoniza perfeitamente com um Dão Tinto, como o Dão Grão Vasco, ou um tinto da Bairrada, como o Aliança ou o Palácio do Buçaco.

Por outro lado, o Cozido Madrileño (ou Puchero de Madrid), o mais famoso da Espanha, tem origens humildes e judaicas. Sua base contemporânea consiste em carne (bovina, frango ou galinha, costelas de porco), vegetais (principalmente repolho), produtos derivados do porco (bacon, chorizo, morcilha) e grão de bico. Um vinho encorpado, como um tinto da Rioja (como Marques de Riscal, Marques de Cáceres ou Marques de Tomares), ou um tinto de Ribera del Duero (desde um Protos Crianza até um Veja-Sicília) é a escolha ideal para acompanhar este prato.

Nossa tradicional Feijoada, um tipo de cozido que utiliza carne de porco e feijão preto como base, combina bem com um espumante, como o Casa Valduga Premium Extra Brut ou o excepcional Salton Évidence Cuvée Sur Lie, ou até mesmo com um tinto leve, como o Família Bebber Guri Pinot Noir ou o Capoani Gamay, servidos refrescados.

Por fim, o Bollito Misto, uma especialidade do Piemonte, no norte da Itália, que foi introduzida no Brasil pelo famoso restaurante do Hotel Cá D’oro em São Paulo, inclui carne bovina, peito de frango, paleta de vitelo, Cotechino e Zampone (dois tipos de embutidos italianos). Este prato, servido com legumes, repolho e molhos à base de raiz-forte, ervas e a famosa mostarda de Cremona, é perfeito quando acompanhado de um Barolo (como Pira, Sandrone ou Marchesi di Barolo) ou um Barbera (como Cantine del Borgo Reale ou Dezzani Barbera D’Asti Superiore). Embora os cozidos sejam frequentemente associados ao inverno, eles podem enriquecer nossas mesas a qualquer momento, desde que acompanhados dos vinhos adequados. Saúde!

Na 6ª edição do Mondial du Fromage, realizada em Tours, na França, o Brasil alcançou um impressionante total de 82 medalhas, incluindo 1 super ouro, 17 de ouro, 23 de prata e 41 de bronze.

A palavra francesa “terroir” descreve as características únicas de um produto devido à região em que é cultivado. Fatores naturais, como solo, vegetação e clima, têm um impacto significativo no produto final, seja vinho ou queijo. Embora a França seja frequentemente associada a esse termo, o Brasil também tem se destacado em competições internacionais, representando várias regiões do país, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pará, Ceará, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

O grande destaque foi o queijo brasileiro Caprinus do Lago, feito de leite cru de cabra, produzido pela queijaria Capril do Lago, localizada em Valença, Rio de Janeiro. Este produto singular foi o único não europeu a figurar entre os dez melhores do mundo, ao lado de queijos suíços e franceses.

O queijo vencedor é um tipo de pecorino, feito com leite de cabra cru, com massa cozida e maturado por um ano. Fabrício Vieira, proprietário da Capril do Lago, é a quarta geração de sua família a se dedicar à produção de queijos, mas foi o primeiro a se especializar no uso de leite de cabras.

Neste ano, mais de 1,64 mil queijos foram avaliados por 250 jurados de diferentes países, incluindo 288 queijos brasileiros. Para transportar esses produtos até a França, foi necessária uma logística incomum, com os queijos sendo enviados em malas de turismo. Devido às restrições de importação de produtos de origem animal brasileiros pela França, essa abordagem não convencional foi adotada, uma vez que os queijos não seriam comercializados no país europeu, mas apenas participariam da competição.

Esses queijos chegaram à França em malas extras transportadas por 35 produtores, além de autoridades fiscais brasileiras e políticos que estavam participando de uma visita a queijarias francesas organizada pela associação SerTãoBras. Embora a intenção não seja transformar o Mondial du Fromage em uma competição de queijos brasileiros na França, essa conquista demonstra que o Brasil está conquistando seu lugar no mundo do queijo, mesmo que a palavra “terroir” seja de origem francesa.