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Casual EXAME conversou com sommeliers e chefs que indicaram rótulos de sidras, vinhos brancos e espumantes para se refrescar durante a estação

As altas temperaturas do verão estão implacáveis desde a entrada da estação, no fim de dezembro. E ainda nos restam muitos dias de calor até os ventos frios do inverno voltarem a soprar. Até lá, melhor deixar os taninos de lado para se refrescar com bebidas mais leves, jovens, com teor alcoólico mais baixo e acidez equilibrada, perfeitos para serem tomados na praia, à beira da piscina ou como acompanhamento para pratos delicados à base de peixes ou verduras.

Para ajudar na escolha, Casual EXAME conversou com sommeliers e chefs que indicaram rótulos de sidras, vinhos brancos e espumantes para se refrescar durante a estação.

Produzido com uvas blaufrankish por Gernot e Heike Heinrich, da aclamada vinícola austríaca Heinrich, localizada na região de Burgenland este rosé puro e natural é atualmente um dos queridinho do sommelier Guilherme Giraldi, do restaurante Cais. Com boa profundidade no nariz e nota de pitanga, entrega na boca um delicioso toque cítrico e leve amargor que remete à toranja. “Para fechar com chave de ouro, ainda tem alta acidez e ótima mineralidade. É um vinho fresco, para matar a sede, com complexidade na medida”, afirma Guilherme, que o vende no restaurante em taça (até acabar o estoque). Perfeito para acompanhar o crudo de atum, lardo e tomate do banquete da casa.

Serviço: R. Fidalga, 314 – Vila Madalena. Telefone: 11 3819-6282. Funcionamento: Almoço: Sexta das 12h às 15h, Sábado e domingo das 12h às 16h. Jantar: Quarta a sábado das 19h às 23h.

Poiré Granit 2021

A dica do sommelier Bautista Casafús, do restaurante Arturito, vem diretamente do noroeste da França, onde é produzida esta sidra com assinatura do ex-sommelier do restaurante L’Arpege), Eric Bordelet. Feita com peras de pomares antigos, cultivados bio dinamicamente na Normandia, ela tem apenas 3% de álcool, o que permite começar a ser consumida às 11h da manhã. “O nariz não avisa o que está por vir na boca. Ela é sequíssima, elegante e mineral, com uma complexidade de um grande vinho com elegância, uma perlagem delicada e um final longo e salivante”, diz Bautista que aposta nas bolhas para “transportar as pessoas imediatamente para os melhores lugares, como o verão brasileiro”. Perfeita para
servir com aperitivos de frutos do mar, a garrafa importada pela De La Croix custa R$ 228.

Serviço: Rua Artur de Azevedo, 542, Pinheiros. Telefone: (11) 3063-4951 / Whatsapp: (11) 95699-9330
Funcionamento: Almoço: Terça a sexta, das 12h às 15h. Sábado e domingo, das 12h às 16h. Jantar: Terça a sábado, das 19h às 23h

Stoneburn Sauvignon Blanc e Rocamadre Criolla

Ousadas, as sommelières Daniela Bravin e Cássia Campos, da Sede261 – que neste ano seguem firmes com seu clube de vinhos, no qual entregam mensalmente aos assinantes seis rótulos que fogem do óbvio, garimpados a dedo – indicaram não um, mas dois vinhos perfeitos para tomar despretensiosamente na praia ou à beira da piscina: um branco e um tinto.

O primeiro, branco, produzido na Nova Zelândia com a uva sauvignon blanc tem o frescor como palavra chave, com notas cítricas de limão e maçã verde, e notas herbáceas de grama recém-cortada e flores de laranjeira. “É um vinho bem equilibrado, com acidez vibrante”, define Daniela. Ideal para acompanhar ceviches de peixe branco, saladas e queijos leves.

Já o tinto argentino da Rocamadre, produzido com a casta Criolla, “é a cara do verão”. Com notas de frutas vermelhas frescas e toque terroso, traz uma sensação refrescante à boca. De corpo médio, taninos macios e final longo. “Para a melhor experiência, desfrute gelado”, indica Cássia. A sugestão de harmonização é com tartare de atum, sanduíche de pastrami ou cogumelos salteados.

Serviço: R. Benjamim Egas, 261, Pinheiros. Funcionamento: Quarta a sexta das 18h às 22h. Sábado das 15h às 22h. Domingo das 12h às 17h

Lou Bellule Beaujolais Villages

Pedro Grando, do restaurante Votre, chega para provar que é possível ir de vinho tinto no verão, desde que ele tenha a leveza e delicadeza deste Beaujolais feito 100% com a uva gamay e leveduras naturais. “Esse é um dos meus vinhos preferidos da carta do Votre. Ele é limpo, vivo, macio, com uma mescla interessante do caráter frutado e de mineralidade”, descreve. Com aromas frutados e notas florais no paladar, é um vinho perfeito para acompanhar uma refeição. Curiosidade: o nome do rótulo é uma homenagem à filha dos produtores.

Serviço: R. Natingui, 1548, Vila Madalena, São Paulo. Funcionamento: Terça a quinta: 12h-15h / 19h-23h. Sexta: 12h-15h / 19h-23h30. Sábado: 12h30-23h30. Domingo: 12h30-17h

Les Vignes de Montgueu

O produtor francês Emmanuel Lassaigne segue com maestria os passos do pai sendo uma das grandes referências da região com champagnes acima da média, cultivados em um dos mais prestigiados terroirs da França. “É um vibrante, com perlage delicada, agradável acidez e mineralidade deslumbrante”, afirma Diego Cartier, sócio da Vivente Vinhos. Destaque para as notas de frutas cítricas suculentas, que o tornam perfeito para acompanhar ostras, frutos do mar e mariscos. Importado pela Uva Vinhos, por R$ 655.

Branca 2022 e Trebbiano On The Rock 2023

Entusiasta dos vinhos brasileiros, a sommelier Gabrielli Fleming, sócia do restaurante Cepa, elegeu dois representantes do Rio Grande do Sul para refrescar os momentos nesse verão. O primeiro, Branca, produzido com o mínimo de intervenção pela microvinícola gaúcha Outrovinho, é um vinho branco fresco e suculento. Feito com a casta traminer, tem perfil aromático mais exótico que o habitual, com notas de lichia, maçã verde e melão. Harmoniza perfeitamente com comida japonesa fria.

Já o Trebbiano on The Rock, produzido por Luís Henrique e Talise Zanini, é praticamente um clássico da vinícola Era dos Ventos, pioneira na elaboração de vinhos laranja no Brasil. A safra de 2023, entretanto, é especial. “É a mais cítrica e fresca que provei deste rótulo até hoje. Um laranja para beber de balde”, garante Gabi.

Serviço: R. Antônio Camardo, 895, Vila Gomes Cardim. Funcionamento: Quarta a sexta das 12h às 15h. Sábado e domingo 12h às 16h. Jantar aos sábados: 19:30h – 23h. Tel: 11 2096-0687

Em 2023, o país marcou presença em várias listas globais, destacando-se tanto no topo quanto entre os melhores

É um fato que o Brasil tem uma das melhores gastronomias do mundo. Além disso, conta com uma pluralidade de sabores e ingredientes tão diversos quanto o tamanho do país. Em 2023, o país apareceu em diversas listas mundiais, figurando tanto no topo quanto entre os melhores. Desde restaurantes, passando por vinhos e até pizzas e sorvetes. Vamos relembrar os estabelecimentos e produtos citados nos rankings globais.

Entre os 21 países da América Latina no ranking 50 Best, o Brasil foi representado por oito restaurantes. O melhor colocado do Brasil na edição de 2023, que aconteceu pela primeira vez no país, foi A Casa do Porco, em São Paulo. O restaurante comandado pelos chefs Janaína Torres e Jefferson Rueda também foi eleito o melhor do Brasil segundo o ranking dos 100 melhores restaurantes do Brasil EXAME 2023.

Melhor pizza
São Paulo é a segunda cidade no mundo onde mais se consome pizza, atrás apenas de Nova York. De acordo com a associação de Pizzarias Unidas do Brasil, o estado paulista consome aproximadamente 500 mil pizzas por dia, a metade do que é produzido no país inteiro. As redondas brasileiras também têm seu lugar de destaque nos rankings mundiais.

No fim de novembro, a Bráz Pizzaria foi reconhecida como a quarta melhor do mundo pelo ranking 50 Top World Artisan Pizza Chains 2023, primeiro e mais importante guia italiano do setor. A premiação, que acontece anualmente em Nápoles, elege as melhores redes de pizzarias artesanais do mundo.

Melhores vinhos
Em praticamente todos os concursos internacionais de vinhos, há brasileiros na lista dos melhores. No concurso Mondial des Vins Extrêmes (“Mundial de vinhos extremos”, numa tradução livre) edição 2023 não foi diferente. O país teve 13 rótulos premiados, entre brancos, tintos e espumantes. O concurso é um dos mais inusitados do setor porque avalia aqueles vinhos feitos em regiões consideradas extremas e que correm o risco de desaparecer.

No total, o concurso concedeu 45 Grandes Medalhas de Ouro e 238 Medalhas de Ouro, além de outros 19 prêmios especiais concedidos a rótulos que tiveram algum destaque especial.

Melhores sorvetes

Duas sorveterias brasileiras apareceram entre as mais icônicas do mundo, segundo o guia gastronômico TasteAtlas, divulgado em julho. A Cairu, de Belém, no Pará, e a Sorveteria da Ribeira, de Salvador, na Bahia, aparecem na lista ao lado de outros estabelecimentos italianos, alemães, argentinos, e franceses. A lista não é um ranking – sem uma escala de qual é o melhor – e é feita com dois tipos de votos: popular e de críticos especializados. Mais de 50 mil pessoas usam a plataforma.

 

Na 6ª edição do Mondial du Fromage, realizada em Tours, na França, o Brasil alcançou um impressionante total de 82 medalhas, incluindo 1 super ouro, 17 de ouro, 23 de prata e 41 de bronze.

A palavra francesa “terroir” descreve as características únicas de um produto devido à região em que é cultivado. Fatores naturais, como solo, vegetação e clima, têm um impacto significativo no produto final, seja vinho ou queijo. Embora a França seja frequentemente associada a esse termo, o Brasil também tem se destacado em competições internacionais, representando várias regiões do país, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pará, Ceará, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

O grande destaque foi o queijo brasileiro Caprinus do Lago, feito de leite cru de cabra, produzido pela queijaria Capril do Lago, localizada em Valença, Rio de Janeiro. Este produto singular foi o único não europeu a figurar entre os dez melhores do mundo, ao lado de queijos suíços e franceses.

O queijo vencedor é um tipo de pecorino, feito com leite de cabra cru, com massa cozida e maturado por um ano. Fabrício Vieira, proprietário da Capril do Lago, é a quarta geração de sua família a se dedicar à produção de queijos, mas foi o primeiro a se especializar no uso de leite de cabras.

Neste ano, mais de 1,64 mil queijos foram avaliados por 250 jurados de diferentes países, incluindo 288 queijos brasileiros. Para transportar esses produtos até a França, foi necessária uma logística incomum, com os queijos sendo enviados em malas de turismo. Devido às restrições de importação de produtos de origem animal brasileiros pela França, essa abordagem não convencional foi adotada, uma vez que os queijos não seriam comercializados no país europeu, mas apenas participariam da competição.

Esses queijos chegaram à França em malas extras transportadas por 35 produtores, além de autoridades fiscais brasileiras e políticos que estavam participando de uma visita a queijarias francesas organizada pela associação SerTãoBras. Embora a intenção não seja transformar o Mondial du Fromage em uma competição de queijos brasileiros na França, essa conquista demonstra que o Brasil está conquistando seu lugar no mundo do queijo, mesmo que a palavra “terroir” seja de origem francesa.

São Paulo – A 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a condenação por improbidade administrativa de ex-gestor do Theatro Municipal de São Paulo e outras duas pessoas. Entre as irregularidades estão superfaturamento de preços em processo licitatório e pagamentos por serviços e produtos inexistentes.

Os condenados são o ex-diretor da Fundação Theatro Municipal José Luiz Herência; William Nacked, do Instituto Brasileiro de Gestão Cultural (IBGC); e Irineu Ferreira, da Nação Cultural.

Os réus deverão pagar, solidariamente, R$ 649,2 mil a título de reparação e o mesmo valor, de forma individual, de multa civil. Além disso, os agentes tiveram decretadas a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por um ano, e também a proibição de contratar com o serviço público por quatro anos.

De acordo com o processo, o ex-diretor da Fundação Theatro Municipal teria direcionado procedimento de licitação para contratação fictícia de uma empresa (o IBGC) prestadora de serviços nos exercícios de 2013 e 2014, com superfaturamento de preços e pagamentos por serviços e produtos inexistentes.

Além disso, o Tribunal de Contas do Município de São Paulo constatou que o (IBGC) e seu gestor, Nacked, receberam e repassaram valores diretamente a Herência e Ferreira.

O trio já havia sido condenado pelo juiz Luís Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara da Fazenda Pública da capital, e recorreram.

O relator do recurso, desembargador Eduardo Gouvêa, apontou em seu voto que, mesmo com a recente alteração na Lei de Improbidade Administrativa, as provas mostram que os atos foram praticados de forma dolosa, “uma vez que os agentes, com finalidade em comum, se uniram para realizar o desvio de verba pública por meio de contrato superfaturado, cuja prestação de serviços sequer existiu”.

O magistrado também avaliou como correta a aplicação das sanções vigentes à época do ato, que foi anterior à atualização da legislação.

Também participaram do julgamento os desembargadores Mônica Serrano e Luiz Sérgio Fernandes de Souza. A votação foi unânime.