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Em 2023, o país marcou presença em várias listas globais, destacando-se tanto no topo quanto entre os melhores

É um fato que o Brasil tem uma das melhores gastronomias do mundo. Além disso, conta com uma pluralidade de sabores e ingredientes tão diversos quanto o tamanho do país. Em 2023, o país apareceu em diversas listas mundiais, figurando tanto no topo quanto entre os melhores. Desde restaurantes, passando por vinhos e até pizzas e sorvetes. Vamos relembrar os estabelecimentos e produtos citados nos rankings globais.

Entre os 21 países da América Latina no ranking 50 Best, o Brasil foi representado por oito restaurantes. O melhor colocado do Brasil na edição de 2023, que aconteceu pela primeira vez no país, foi A Casa do Porco, em São Paulo. O restaurante comandado pelos chefs Janaína Torres e Jefferson Rueda também foi eleito o melhor do Brasil segundo o ranking dos 100 melhores restaurantes do Brasil EXAME 2023.

Melhor pizza
São Paulo é a segunda cidade no mundo onde mais se consome pizza, atrás apenas de Nova York. De acordo com a associação de Pizzarias Unidas do Brasil, o estado paulista consome aproximadamente 500 mil pizzas por dia, a metade do que é produzido no país inteiro. As redondas brasileiras também têm seu lugar de destaque nos rankings mundiais.

No fim de novembro, a Bráz Pizzaria foi reconhecida como a quarta melhor do mundo pelo ranking 50 Top World Artisan Pizza Chains 2023, primeiro e mais importante guia italiano do setor. A premiação, que acontece anualmente em Nápoles, elege as melhores redes de pizzarias artesanais do mundo.

Melhores vinhos
Em praticamente todos os concursos internacionais de vinhos, há brasileiros na lista dos melhores. No concurso Mondial des Vins Extrêmes (“Mundial de vinhos extremos”, numa tradução livre) edição 2023 não foi diferente. O país teve 13 rótulos premiados, entre brancos, tintos e espumantes. O concurso é um dos mais inusitados do setor porque avalia aqueles vinhos feitos em regiões consideradas extremas e que correm o risco de desaparecer.

No total, o concurso concedeu 45 Grandes Medalhas de Ouro e 238 Medalhas de Ouro, além de outros 19 prêmios especiais concedidos a rótulos que tiveram algum destaque especial.

Melhores sorvetes

Duas sorveterias brasileiras apareceram entre as mais icônicas do mundo, segundo o guia gastronômico TasteAtlas, divulgado em julho. A Cairu, de Belém, no Pará, e a Sorveteria da Ribeira, de Salvador, na Bahia, aparecem na lista ao lado de outros estabelecimentos italianos, alemães, argentinos, e franceses. A lista não é um ranking – sem uma escala de qual é o melhor – e é feita com dois tipos de votos: popular e de críticos especializados. Mais de 50 mil pessoas usam a plataforma.

 

Na 6ª edição do Mondial du Fromage, realizada em Tours, na França, o Brasil alcançou um impressionante total de 82 medalhas, incluindo 1 super ouro, 17 de ouro, 23 de prata e 41 de bronze.

A palavra francesa “terroir” descreve as características únicas de um produto devido à região em que é cultivado. Fatores naturais, como solo, vegetação e clima, têm um impacto significativo no produto final, seja vinho ou queijo. Embora a França seja frequentemente associada a esse termo, o Brasil também tem se destacado em competições internacionais, representando várias regiões do país, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pará, Ceará, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

O grande destaque foi o queijo brasileiro Caprinus do Lago, feito de leite cru de cabra, produzido pela queijaria Capril do Lago, localizada em Valença, Rio de Janeiro. Este produto singular foi o único não europeu a figurar entre os dez melhores do mundo, ao lado de queijos suíços e franceses.

O queijo vencedor é um tipo de pecorino, feito com leite de cabra cru, com massa cozida e maturado por um ano. Fabrício Vieira, proprietário da Capril do Lago, é a quarta geração de sua família a se dedicar à produção de queijos, mas foi o primeiro a se especializar no uso de leite de cabras.

Neste ano, mais de 1,64 mil queijos foram avaliados por 250 jurados de diferentes países, incluindo 288 queijos brasileiros. Para transportar esses produtos até a França, foi necessária uma logística incomum, com os queijos sendo enviados em malas de turismo. Devido às restrições de importação de produtos de origem animal brasileiros pela França, essa abordagem não convencional foi adotada, uma vez que os queijos não seriam comercializados no país europeu, mas apenas participariam da competição.

Esses queijos chegaram à França em malas extras transportadas por 35 produtores, além de autoridades fiscais brasileiras e políticos que estavam participando de uma visita a queijarias francesas organizada pela associação SerTãoBras. Embora a intenção não seja transformar o Mondial du Fromage em uma competição de queijos brasileiros na França, essa conquista demonstra que o Brasil está conquistando seu lugar no mundo do queijo, mesmo que a palavra “terroir” seja de origem francesa.